Há 50 anos era divertido e emocionante assistir teledramaturgia ao vivo. Bom, pelo menos meus pais diziam que era! Vendo atores interpretar, errar, improvisar, diante das câmeras.
Veio o videotape e as novelas gravadas substituíram o teleteatro, que ficou obsoleto. Mas eis que surge na internet uma nova categoria de entretenimento. Novamente atores sobem no fio da navalha pra interpretar em tempo real.
Por isso, convido todos a assistirem as mini peças que estão sendo transmitidas toda sexta às 10 da noite, no endereço abaixo.
www.teatroparaalguem.com.br
É só clicar e assistir. De graça.
Na sexta passada vi a peça chamada NÉCESSAIRE DA SÉ”, de Marcello Jordan. É uma comédia leve e despretensiosa. E posso garantir que as atrizes são maravilhosas… (Elenco: Ana Andreatta e Amazyles Almeida)
Os ex-alunos do SESI, coordenados pela jornalista e dramaturga Marici Salomão, procuraram a gente para poder colocar em cena os textos trabalhados por lá – e que muitas vezes não têm chance de serem exibidos publicamente. A gente adora democracia e novos talentos por aqui, então acolhemos os 12 novos dramaturgos, que produziram eles mesmos suas peças, com elenco e direção próprias.
Os resultados começam a ser vistos agora. Toda semana, a partir de hoje (sexta, 24 de julho), duas peças inéditas farão sua premiere ao vivo na Sala de E-Star, sempre às 21h e às 22h. Veja o cronograma completo:
Ontem terminamos as filmagens de Corpo Estranho 2. Uma mistura de felicidade, alívio e apreensão. Se por um lado encerramos este período tão especial, envolvidos com profissionais incríveis de todos os campos (atores, criadores e técnica), agora fica o medo de ver o material bruto, sem saber se fomos capazes de dar conta do recado no nível que desejávamos ou não.
Estas fotos, atrapalhadas como estão, refletem este estado de espírito. São fotos de quem estava completamente imerso no processo, incapaz de diferenciar (ou, às vezes, sequer entender) o que estava acontecendo, pois estávamos completamente em processo, no olho do furacão. Agora, ao resgatar as imagens, começo um trabalho de rever, reconhecer e redescobrir o que aconteceu.
Diferentemente das fotos da Alessandra, acho que estas são, puramente falando, menos fotográficas, imagéticas. A imagem fotográfica tem sua gramática própria, suas regras, suas nuances. Formas, movimento, composição, contraste, linhas, cores. Geralmente estes elementos são até mais importantes do que o próprio assunto retratado, pois essa é a essência da fotografia, aquilo que a diferencia das outras artes. No entanto, eu peco aqui pelo contrário. Muitas vezes o assunto predomina, o tempo para fotografar é tão ínfimo que e estamos tão ocupados preparando o espetáculo (ou dele participando, quando estou filmando) que para mim é muito difícil separar a emoção do momento e transcender o seu registro. Não quero aqui me desculpar, ou diminuir o seu valor. Espero o contrário, que eu seja capaz de transmitir com elas a emoção que foi cada um dos episódios, sua pulsação, nossas crises, nossas dúvidas, nossas tentativas e acertos. Espero que apreciem e que, mais tarde, possamos compreender através delas o que é e como foi este novo Corpo Estranho dentro de cada um de nós. Corpos pulsantes, sempre vivos, de criação, suor e loucura, que iremos descobrir juntos à medida que eu for selecionando as fotos, as quais serão publicadas aqui imediatamente, logo em seguida.