Archive for the ‘influências’ Category

Parceria TPA e Portal Cronópios

Friday, January 29th, 2010

parceria-tpa-cronopios

Fechamos parceria com o Portal Cronópios, de arte e literatura. É o projeto “Teatro 1 1/2″, que começa por aqui em 12 de março. Você pode colaborar e ter um texto encenado.Veja o release conjunto:

Teatro 1 1/2

O Teatro Para Alguém, indicado ao Prêmio Shell de Teatro na categoria Projeto Especial, e o Portal Cronópios, que trata de literatura e arte há cinco anos, fazem parceria inédita e levam para o público internauta o “Teatro 1 1/2”. O projeto tem como objetivo apresentar, em apenas um minuto e meio, textos adaptados e transformados em espetáculos para a web. Os textos serão selecionados entre os autores do Portal Cronópios. O resultado desta iniciativa poderá ser conferido a partir de 12 de março, sexta-feira, em três apresentações ao vivo. A primeira sessão começa às 21 horas, a segunda às 21h15 e a terceira às 21h30 no site www.teatroparaalguem.com.br. Das 21h30 até 22h o internauta terá a oportunidade de conversar com o autor, com os atores e com toda a curadoria do Teatro Para Alguém por meio de um chat. Logo mais traremos novidades para você sobre a parceria e sobre as peças selecionadas. Aguarde!

Aliás, viram que a gente foi indicado ao Prêmio Shell?

TPA no Rio, parceria com o Drama Diário e telão no t1K

Friday, December 4th, 2009

Neste fim de semana (sábado, 5, e domingo, 6/12) três coisas bem importantes acontecerão no Teatro Para Alguém:

1) Faremos a primeira transmissão ao vivo de peças fora da nossa sede, em São Paulo. Estaremos eu, o Kao e a Ale Fratus (mais nossas câmeras e notebooks) no Rio para encenar textos do blog Drama Diário (detalhes da parceria, abaixo).

2) Daremos continuidade aos projetos de parcerias, que iniciamos em julho com o Núcleo de Dramaturgia do SESI-British Council. Dessa vez são sete dramaturgos cariocas (Carla Faour, Larissa Câmara, Camilo Pellegrini, Felipe Barenco, Renata Mizrahi, Jô Bilac e Julia Spadaccini), que escrevem diariamente no Drama Diário sobre temas semanais. O tema escolhido para os textos no TPA foi “internet” – e os textos já foram postados durante a semana. As cenas serão exibidas ao vivo online em sequência, às 21h e às 22h no sábado (5), e só às 21h no domingo (6). Assista neste link ou clicando em Quarto na casa principal.

3) Faremos uma transmissão remota para uma plateia física, de verdade, não virtual. O Teatro Para Alguém participará do evento Twitter 1K – um encontro de twitteiros com mais de 1.000 seguidores no The Hub, escritório de cultura digital em São Paulo. Um telão mostrará a peça às 22h de sábado (5) para quem estiver por lá. É a primeira vez oficialmente que os espectadores do TPA se encontram e assistem a uma peça nova juntos.

Legal tudo isso, né?

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Abaixo, reproduzo o texto publicado no Drama Diário apresentando a parceria:

DRAMA DIÁRIO E TEATRO PARA ALGUÉM

Queridos leitores,

Neste final de semana (sábado e domingo, 21h) serão transmitidos ao vivo pelo site Teatro para Alguém de São Paulo, as cenas publicadas aqui com o tema INTERNET. Confiram o site
http://www.teatroparaalguem.com.br

Esta parceria é resultado de uma matéria realizada pela Folha de São Paulo que falava sobre projetos que linkavam teatro e internet: o carioca Drama Diário e o paulista Teatro para Alguém.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u603083.shtml

É com muita alegria que concretizamos esta parceria e convidamos a todos para conferirem ao vivo como será esta experiência. As cenas serão gravadas em dois espaços: Studio Escola de Atores, em Laranjeiras, no sábado; e no domingo no IBAM, em parceria com o projeto A cena da cidade.

A exibição acontecerá em tempo real pelo site do Teatro para Alguém e para uma platéia em São Paulo que acompanhará a gravação através de um telão.

No elenco IGOR ALGELKORTE, JEFFERSON SCHROEDER, JULIANA BENDER, JULYANE BODINI, LUIZ ANTONIO FORTES E PAULA ALEXANDER.

Direção das cenas FELIPE BARENCO e supervisão de direção FELIPE HERZOG. Produção FELIPE BARENCO E FELIPE HERZOG.

Agradecimentos especiais MARIA GRIFTH, NATASHA CORBELINO E SONAIRA D´AVILA

Um pouco depois

Saturday, November 28th, 2009

A primeira versão da peça publicada pelo www.centopeia.net tinha uma epígrafe de Claes Oldenburg. Depois da experiência da transmissão ao vivo, ontem à noite, no TPA, não pude deixar de lembrar desse texto do artista, cujo final transcrevo aqui, na íntegra:

“O divertido é misturar alhos com bugalhos - por exemplo: combinar nossas noções de escultura com nossas noções de um simples objeto “comum”: almondega com quarto de dormir. As sutilezas e as estratégias dessa controvérsia me encantam; disputo as definições - assim ou assado - uma idéia, outra idéia - e então saio do estúdio e corro para as ondas do Pacífico (frias nessa época do ano). Mas o trabalho pronto não é um problema; é a minha solução. Uma problema para os outros, talvez. Se eles quiserem poderão retomar meu caminho. Bem no início há uma “norma” obstinada, uma decisão cujas consequências são imprevisíveis. A norma é seguida com firmeza - os fatos cedem ou amoldam-se à decisão. A solução é fascinante (se vier) porque a proposta é absurda. Arte como esporte. (Nova York, maio de 1967)

Enfim, plano sequência ou montagem, teatro ou cinema, merda ou ação? Agora não importa. Foi um privilégio ter participado do jogo. Obrigado.

Avisem a Carolina, por favor!!!

Saturday, August 1st, 2009

Infelizmente tenho que continuar com a série “Avisem!!!”
Para avisar as pessoas que existe o Teatro Para Alguém, pois muita gente ainda acha que está inventando a roda!
Vejam:

http://www.youtube.com/user/historiasdeamorcf

e comparem com o trabalho de grupos como:

http://www.gag.art.br/cia_phila_7/
http://dramadiario.com/
http://homepages.ulb.ac.be/~rgeerts/theaterinternet/10virtueeltheater.html

A criação de espetáculos na Internet é uma coisa muito mais antiga, rica e efervescente do que se imagina. Este crescimento está se popularizando, e daqui a pouco será tão forte e rico que a Internet será um meio único, pois colaborativo por natureza. E nesse mundo digital, trocar é muito mais interessante do que iniciativas individuais. Na rede, é dividindo que se multiplica.

Novas filmagens, grandes dúvidas.

Monday, June 22nd, 2009

Após trabalhar alguns anos no Teatro da Vertigem eu aprendi o valor positivo dos conflitos. Lá eu vivenciei os choques entre os locais de encenação que trazem a realidade do locus (igreja, hospital, presídio, Rio Tietê) em contraposição à realidade fictícia do teatro e sua linguagem sintética e simbólica. O choque entre escritores que não são dramaturgos de teatro experimentando os palcos. O choque entre as criatividades individuais em uma realização coletiva/colaborativa… E acho que intuitivamente trouxe aqui esta postura, ao estabelecer como uma meta do TPA a fricção criativa (expressão que eu aprendi com o Antônio Araújo) entre profissionais de áreas tão complementares quanto distantes: teatro e cinema. (Aqui também temos os conflitos dos escritores que nunca fizeram um espeteaculo para teatro, mas isso é assunto para mais um futuro e imenso post…)

E agora que começamos os trabalhos para o Corpo Estranho 2 com uma nova equipe, já tivemos diversas e acaloradas discussões.

Vejam, por exemplo, os desabafos acalorados de nosso diretor, Danilo Marques, em seu Blog.

Porque aqui estamos abertos a experimentações, portanto existem regras, mas elas são bastante flexíveis. E, ao longo destas experimentações descobrimos que existem culturas absolutamente diferentes, quase intransponíveis entre os dois mundos, que aqui simplifico como a primazia do Ator (Teatro) versus a primazia da técnica (Cinema).

Talvez a primazia do ator seja fruto de um modelo estético adotado para a sobrevivência do Teatro no Brasil. Afinal, estamos num país que valoriza pouco a Cultura, e portanto, sobra muito pouco para se investir nela, e menos especificamente no Teatro, que possui menor visibilidade em relação a outras artes com mídias muito mais poderosas, como a TV e o Cinema. E como o orçamento para a produção de espetáculos geralmente é muito restrito, privilegia-se o ator em detrimento a todo o resto (cenografia, iluminação, maquiagem), pois fica-se no fundamental para que a ação teatral ocorra. O ator, no teatro, é o único elemento que não pode ser economizado. Ele é o rei. As máquinas precisam se adaptar ao ator.

No audiovisual, no entanto, tudo passa pelas lentes de uma câmera. Cuja diária geralmente custa muito mais que a do ator. Isso sem contar nas diárias de toda a equipe. Operadores, maquinistas, diretores disso, diretores daquilo, assistente do diretor disso e daquilo… A técnica é tão cara que ela vira a prioridade. O ator precisa se submeter ao tempo da técnica, das máquinas.

Aqui então surge o primeiro ponto que quero trazer à tona: a dificuldade de adaptação que ocorre entre ambas as partes, os profissionais do audiovisual, com a cultura da técnica em direto confronto com os profissionais de teatro, com a cultura do ator.  Ambos sofremos no processo de “Socorro…”, pois cada um tinha a sua cultura.

Existe um tempo necessário para a técnica que o ator ou o diretor de teatro não entende. Uma câmera, por melhor que seja, nunca é tão boa como o olho humano. Precisa de uma série de ajustes para chegar a um resultado que nem de perto consegue traduzir todas as sensações do momento. Muitas vezes a visão através de uma câmera já é empobrecedora, ainda mais numa telinha pequena e bidimensional de um computador. Isso sem contar com a ausência do cheiro, do tato, de todos os outros sentidos que nunca poderão ser transmitidos através de máquinas. Por isso a técnica precisa de tempo. De planejamento. De setups e presets. De codecs. De equipamentos. De ensaios e ensaios técnicos. Afinal, a câmera também é mais um ator. O ator invisível que, muitas vezes, é o olhar subjetivo do espectador.

Uma vez ouvi uma historinha, dessas que a gente nunca sabe se é mito ou não: Disseram a um grande fotógrafo que ele era um exímio contador de histórias. Que ele conseguia criar imagens extremamente belas e sensíveis, e, portanto, que ele conseguia transmitir com uma facilidade enorme sensações muito profundas e de uma forma sintética, direta. Ele respondeu que ele nunca se achou uma pessoa capaz de se exprimir com facilidade, ao contrário do que todos pensavam. Afinal, se ele fosse tão bom pra dizer o que queria, não precisaria carregar tantos equipamentos consigo para dizer apenas uma única imagem.

Maçã Argentina - Por Zemanuel Piñero

Thursday, June 11th, 2009

Oi, Renata!

Acabei de assistir a versão “ao vivo”.

Gostei muito mais !!!
A Maria Manoella, mais solta, mais entregue, mais presente.

Isso se dá, pelos menos aconteceu comigo, por estar acontecendo ao vivo !
Ainda que seja através de uma lente, existe a conciência de que naquela hora, no instante que acontece, há testemunhas do outro lado.Sabemos que estamos conectados.
E isso provoca uma magia diferente.
Não sei, posso estar viajando, mas, reparei isso em mim, na minha esperiência. E vi isso acontecer com a Maria Manoella, também. E achei bom !

Adorei como voce resolveu o bar.
Simples, envolvente e sem roubar o foco.
A Carol, deslumbrante, una autentica porteña !!!
A música ao vivo criou uma atmosfera ideal.
E gostei de ver o Danilo em cena, claro.

Bom, Parabéns !

Até a próxima.
Zemanuel

O que é cultura digital?

Wednesday, June 3rd, 2009

Seis meses de TPA

Sunday, May 31st, 2009

Quando lançamos o Teatro Para Alguém sentia que estávamos nos precipitando, fazendo algo que não sabíamos direito o que era. Mas a Rê insistiu e decidiu estreiar do jeito que estava, em Novembro de 2008. Afinal, fazia quase um ano que ficávamos discutindo como fazer e ela não aguentava mais esperar.

Hoje muita coisa mudou. Encontramos muitos parceiros, gente dedicada a trabalhar por quase nada, gente que não gostou (e nunca viu), gente que vê sempre e estranhou que não publicamos nada na véspera do Natal, gente que nunca entendeu nada do que estamos fazendo.

Mas hoje já temos muitas certezas. Continuamos achando que Teatro filmado é muito chato. Pela telinha do computador, esperando o download e dando paus homéricos, pior ainda. Mas então, por que continuar?

Porque acreditamos no que estamos fazendo, intuitivamente. Muitas pessoas que se juntaram a nós disseram que trabalhar no nosso site era a coisa que mais lhes davam prazer. Loucos profetas trouxeram a esperança de uma revolução cultural via Internet. As Lan Houses hoje espalhadas pelo país seriam os quilombos de onde qualquer um poderia gerar conteúdo para a futura IPTV, acabando com a oligarquização dos meios de comunicação de massa.

Lindo, lindo, mas por enquanto a ideologia ainda não trouxe um centavo sequer para o site, mesmo que a gente consiga produzir com muito, mas muito menos mesmo que qualquer produtora ou TV (e com qualidade igual ou melhor, diga-se de passagem). Os maiores dramaturgos da atualidade cederam seus textos para nossa encenação. Cansamos de contar quantos artistas daqui já ganharam prêmios Shell, Mel, Uéu. São pessoas que sabem que, muito mais do que prêmios, precisamos comunicar com pessoas, público, artistas, empresários, comunidades, países que acreditam na renovação e ousadia das linguagens teatral e audiovisual.

Por isso vamos indo. Estamos começando a trabalhar a segunda temporada de Corpo Estranho, com uma equipe maior ainda e um corpo técnico aprimorado. O time de campeões já tem muito mais que vinte e dois em campo, malucos que, vendo a bola rolar, entram no jogo somente pela alegria de ver seu trabalho sendo valorizado, de se divertir e se jogar no grande campo do mundo e da liberdade.

Estamos preparando grandes novidades no site, que serão implementadas à medida que ficarem prontas. E começamos aqui, neste Blog. Aqui queremos abrir para todos nossas dúvidas, certezas, o processo de criação, os dilemas que surgem no caminho com todos vocês, espectadores, leitores, artistas que visitam e circulam pela casa. Pela nossa casa. Afinal, estamos desbranvando uma seara nova para todos. Os malucos, os oligarcas, os campeões, os derrotados, os internautas e os anti-tecnólogos, os premiados, os quilombolas, os jogadores, os virtuais e reais, públicos, parceiros, cúmplices ou inimigos. Sejam benvindos sempre.

Nelson Kao