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Primeiras fotos do Corpo Estranho 2, por Alessandra Fratus

Saturday, July 11th, 2009

É uma delícia encontrar pessoas como esta em nossas vidas. Um dia ela me escreveu dizendo: Posso ir aí fotografar o TPA? Eu disse: Claro!

Ela veio… e ficou!!!

Colocando cortinas, carregando cenários, e, lógico, fotografando muito…

Que bom para todos nós!!! Confiram:

Avisem o Selton, por favor!!!

Friday, June 26th, 2009

Recebi esta semana a Revista da TVA/Telefônica “Imagine”. Na capa, o Selton Mello diz “Quero criar alguma coisa para a Internet que seja vista por milhões”.

Caramba, tenho que ler isto!!! Abro a revista correndo. É uma resposta a uma pergunta de uma internauta, Lucio Gomes, de RJ: “A Internet mudou a indústria da música. Como diretor e espectador, como vê essa mesma mudança chegando à indústria do cinema?” Ao qual ele responde: “No cinema, a Internet mudou mais a forma de divulgar filmes. E tenho vontade de experimentar fazer algo de ficção para ser exibido diretamente na web. Uma websérie. Já, já eu apareço com uma coisa nesse sentido. Tenho pensado muito a respeito. Alguns filmes que fiz foram vistos por 30 mil,50 mil espectadores, enquanto que coisas no Youtube são assistidas por milhões. Está na hora de ao menos pensar nisso, certo?”…

Certo, Selton. Venha você também para o Teatro Para Alguém. A gente está te esperando. Alguém pode fazer o favor de avisá-lo pra entrar em contato com a gente urgentemente?

Novas filmagens, grandes dúvidas.

Monday, June 22nd, 2009

Após trabalhar alguns anos no Teatro da Vertigem eu aprendi o valor positivo dos conflitos. Lá eu vivenciei os choques entre os locais de encenação que trazem a realidade do locus (igreja, hospital, presídio, Rio Tietê) em contraposição à realidade fictícia do teatro e sua linguagem sintética e simbólica. O choque entre escritores que não são dramaturgos de teatro experimentando os palcos. O choque entre as criatividades individuais em uma realização coletiva/colaborativa… E acho que intuitivamente trouxe aqui esta postura, ao estabelecer como uma meta do TPA a fricção criativa (expressão que eu aprendi com o Antônio Araújo) entre profissionais de áreas tão complementares quanto distantes: teatro e cinema. (Aqui também temos os conflitos dos escritores que nunca fizeram um espeteaculo para teatro, mas isso é assunto para mais um futuro e imenso post…)

E agora que começamos os trabalhos para o Corpo Estranho 2 com uma nova equipe, já tivemos diversas e acaloradas discussões.

Vejam, por exemplo, os desabafos acalorados de nosso diretor, Danilo Marques, em seu Blog.

Porque aqui estamos abertos a experimentações, portanto existem regras, mas elas são bastante flexíveis. E, ao longo destas experimentações descobrimos que existem culturas absolutamente diferentes, quase intransponíveis entre os dois mundos, que aqui simplifico como a primazia do Ator (Teatro) versus a primazia da técnica (Cinema).

Talvez a primazia do ator seja fruto de um modelo estético adotado para a sobrevivência do Teatro no Brasil. Afinal, estamos num país que valoriza pouco a Cultura, e portanto, sobra muito pouco para se investir nela, e menos especificamente no Teatro, que possui menor visibilidade em relação a outras artes com mídias muito mais poderosas, como a TV e o Cinema. E como o orçamento para a produção de espetáculos geralmente é muito restrito, privilegia-se o ator em detrimento a todo o resto (cenografia, iluminação, maquiagem), pois fica-se no fundamental para que a ação teatral ocorra. O ator, no teatro, é o único elemento que não pode ser economizado. Ele é o rei. As máquinas precisam se adaptar ao ator.

No audiovisual, no entanto, tudo passa pelas lentes de uma câmera. Cuja diária geralmente custa muito mais que a do ator. Isso sem contar nas diárias de toda a equipe. Operadores, maquinistas, diretores disso, diretores daquilo, assistente do diretor disso e daquilo… A técnica é tão cara que ela vira a prioridade. O ator precisa se submeter ao tempo da técnica, das máquinas.

Aqui então surge o primeiro ponto que quero trazer à tona: a dificuldade de adaptação que ocorre entre ambas as partes, os profissionais do audiovisual, com a cultura da técnica em direto confronto com os profissionais de teatro, com a cultura do ator. Ambos sofremos no processo de “Socorro…”, pois cada um tinha a sua cultura.

Existe um tempo necessário para a técnica que o ator ou o diretor de teatro não entende. Uma câmera, por melhor que seja, nunca é tão boa como o olho humano. Precisa de uma série de ajustes para chegar a um resultado que nem de perto consegue traduzir todas as sensações do momento. Muitas vezes a visão através de uma câmera já é empobrecedora, ainda mais numa telinha pequena e bidimensional de um computador. Isso sem contar com a ausência do cheiro, do tato, de todos os outros sentidos que nunca poderão ser transmitidos através de máquinas. Por isso a técnica precisa de tempo. De planejamento. De setups e presets. De codecs. De equipamentos. De ensaios e ensaios técnicos. Afinal, a câmera também é mais um ator. O ator invisível que, muitas vezes, é o olhar subjetivo do espectador.

Uma vez ouvi uma historinha, dessas que a gente nunca sabe se é mito ou não: Disseram a um grande fotógrafo que ele era um exímio contador de histórias. Que ele conseguia criar imagens extremamente belas e sensíveis, e, portanto, que ele conseguia transmitir com uma facilidade enorme sensações muito profundas e de uma forma sintética, direta. Ele respondeu que ele nunca se achou uma pessoa capaz de se exprimir com facilidade, ao contrário do que todos pensavam. Afinal, se ele fosse tão bom pra dizer o que queria, não precisaria carregar tantos equipamentos consigo para dizer apenas uma única imagem.

Vejam as fotos de ‘Maçã Argentina’

Sunday, June 7th, 2009

Acabamos de subir as fotos de ‘Maçã Argentina’ pro Flickr. Deem uma olhada aqui abaixo.

Aliás, todas as fotos de todas as produções do Teatro Para Alguém estão lá disponíveis, inclusive para baixar. Tem coisas beeeeem legais. Só clicar aqui.

Viva a democracia! Mas viva mais ainda o que se tem conteúdo!

Friday, June 5th, 2009

No final dos anos 80 até meados dos anos 90 a gente escutava frases como: “Bebida é água”. “Comida é pasto”. “Você tem fome de quê?”. “Você tem sede de quê?”.

Intuitivamente nós tínhamos sede e fome do que estava por vir. Estávamos à procura de algo, de alguém que dissesse a nossa língua, de fricções coletivas seja elas quais fossem.

Meados da década de 90 todos nós já tínhamos computadores. Navegávamos e descobríamos cada vez mais, mais vida inteligente na era da internet, mais games e mais sites pornôs. Como éramos e nos sentíamos astutos!!!

E hoje?

Hoje!

Hoje temos tudo. Continuamos astutos. Somos filhos dependentes do Google, Orkut, Youtube, Twitter…sem eles não vivemos porra!

Mas que estranho isso! 80% do que se tem num Youtube ou num Orkut da vida, é nada! Digo “nada” com a certeza de que estou usando a palavra certa. Digo nada me baseando no que me faz perder tempo dando downloads desnecessários. Lendo que o Rodrigo vai entrar no banho as 10:35 h e que só poderá falar com a Marcela as 11 h. Por quê? Por que tenho que perder meu tempo lendo isso? Mas espera aí! Nada mais democrático que a internet. Sou eu quem escolho o que vou ler ou ver. Desculpe as contradições. Pra você entender melhor onde quero chegar com esse engasgo, é simples: Viva a democracia! Mas viva mais ainda o que se tem conteúdo! Se não, a gente vai passar uma década perguntando: Se bebida é água e se comida é pasto, você caga o quê?

alguém, seja bem-vindo

Saturday, May 9th, 2009

Este post é uma apresentação. Estamos no banheiro da casa do Teatro Para Alguém, o local em que as pessoas se desejam merda e, como num camarim, numa coxia, falam sobre a sua arte. Se vc chegou aqui agora, precisa entender o que ocorre em cada cômodo da casa e que ideia louca é essa que estamos levando pra frente, a de produzir peças de teatro e transmitir pela internet para “alguém” que não sabemos quem é.

a Cia. Auto-Mecânica
>> Estes acima somos nós: Lucas, Zemanuel, Kao e Renata, em foto do Robson Fernandjes (Estadão)

O Teatro Para Alguém é um projeto de arte E internet, o que pressupõe mais do que a simples utilização de tecnologias e mídias digitais. Pretendemos mergulhar o universo do teatro na rede, facilitando a comunicação, potencializando a interação e descentralizando as decisões. Queremos promover a CULTURA LIVRE.

É fundamental, então, uma solução integrada de comunicação que favoreça o que o mundo corporativo chama de ‘get naked’ (seja transparente). Esta é a nossa: um BLOG (que estreia hoje!) para discutir o fazer artístico, abrir o site para opinião de espectadores e informações sobre novas peças/datas/ideias; um perfil no TWITTER para agilizar a comunicação e promover eventos mais rapidamente; um canal no FLICKR para disponibilizar imagens das produções e interagir com espectadores; e uma página no YOUTUBE, para permitir aos usuários incorporar vídeos em seus próprios blogs e sites.

Agora dá para entender melhor a sentença: o Teatro Para Alguém é um projeto de arte E internet.

Se vc conhecer mais gente que está no bonde da internet com conceitos parecidos, mande o link pra gente. Queremos promover essa integração, pesquisar linguagem, discutir conceitos, fazer um mix geral de coisas, porque afinal o que há de mais contemporâneo do que a cultura do remix? O legado que artistas da sociedade de hoje deixarão certamente atravessa a questão digital.

Este post também é um convite. Venha para o Teatro Para Alguém. Participe. Comente. Opine. Crie. Sempre haverá alguém por aqui.