DEVE SER DO CARALHO O CARNAVAL EM BONIFÁCIO

Teatro de Mário Bortolotto

 

estreia: 5/12/2008

sinopse: Élcio e Renato passam a maior parte do tempo elaborando qual
a melhor forma de sobreviver à custa da prostituta Bel, irmã de Élcio. Os
três planejam, brigam, competem, se amam e se odeiam o tempo todo,
mas nem por isso deixam de ter sonhos em comum, muitas vezes
inalcançáveis, que fazem o trio se unir e muitas vezes se repudiar.

 

elenco: Mauro Schames, Renata Jesion e Zemanuel Piñero

direção: Cia. Auto-Mecânica de Teatro

direção de fotografia: Nelson Kao, Marcelo Poveda e Ivan Marchini

direção de arte: Nelson Kao

colorização: Henrique Reganatti e Nelson Kao

 

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Versão completa, colorizada:

 

Versões originais, em dois atos:

Ato I

 

Ato II

 

Trailer

 

A MONTAGEM
(texto de Nelson Kao)

"Deve ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio" foi resultado de um
trabalho coletivo muito intenso. Como não obtivemos nenhuma indicação
do autor sobre como realizar o espetáculo, a Cia. Auto-Mecânica realizou
uma criação coletiva com total liberdade e se autodirigiu.

Após diversos ensaios percebemos que a peça tratava de um jogo de
poder. O poder entre os dois personagens masculinos para dominar o
personagem feminino, que é visto como a única escapatória para a
prisão em que eles estão.

No início pensava-se em fazer uma câmera nervosa, brigando como os
três personagens. O diretor de "Corpo Estranho", Danilo Solferini, deu
a ideia de ter três câmeras simultâneas capturando as feições de cada
um dos personagens ininterruptamente. Mas percebemos que o jogo
de poder poderia ser nitidamente transposto para a câmera somente
com o seu posicionamento e com a movimentação criada pelos atores
frente à câmera no tripé.

Inspirados no resultado do trailer já no ar, a equipe decidiu aprofundar o
caminho já iniciado, deixando a câmera praticamente fixa, em grande
angular, reforçando o distanciamento entre os planos próximos e aqueles
mais ao fundo por meio da distorção de perspectiva.

Esta perspectiva privilegiaria o olhar do poder, visto de cima para baixo,
e os personagens disputariam a câmera, ou seja, disputariam o poder.
Poder de exibição, força tão poderosa dos meios de comunicação. O
poder de um personagem de ter sua imagem dominando a dos demais
personagens, tirando-os do quadro. Mesmo que todos estejam na pior.
Como ocorre em "Homens de Papel", de Plínio Marcos.

 

FOTOS DOS ENSAIOS
(por Nelson Kao)
(você pode baixar de nosso site ou no flickr!)