sinopse: Abandonada por seu marido Roperto, Patricha decide rever sua relação com os outros e consigo mesma. Guiada pela amiga Guilda ela ingressa numa absurda jornada: começa a frequentar um bar de sósias, se envolve com homens estranhos, é perseguida por passos dentro de sua própria casa e acredita ser vítima de uma sinistra conspiração alienígena.
Foi uma alegria e um desafio para a Cia. Auto-Mecânica estudar o texto e propor uma encenação na presença do autor, Lourenço Mutarelli. O texto era ao mesmo tempo inspirador e desafiante, pelo seu conteúdo não-realista. Trazer este clima à série como um todo foi o primeiro trabalho. Nos ensaios, além dos estudos dos atores, estavam em discussão os primeiros estudos de planos e câmera, tentando entender a linguagem do Teatro em oposição à do Cinema.
Foram realizadas diferentes filmagens antes de se optar por uma estética, que depois eram assistidas por toda a equipe e discutidas internamente. Diante dos resultados das primeiras filmagens, a equipe de criação chegou num impasse, representado por duas vertentes. Uma defendia a filmagem utilizando a própria casa como cenário de fundo, como numa locação de cinema. A outra defendia a utilização da caixa-preta do teatro e o uso de poucos elementos essenciais, por trazer uma abordagem mais teatral e mais desafiadora, rompendo diretamente com o naturalismo vigente nos veículos audiovisuais tradicionais (TV e Cinema), e trazendo um estranhamento proposital. A partir de questões aparentemente simples, como o fundo preto ou não, chegamos ao resultado visto nos episódios acima.
FOTOS DOS ENSAIOS (por Nelson Kao, Roberto Eiti e Cacá Bernardes) (você pode baixar de nosso site ou no flickr!)