Lançado o livro de Leonardo Foletto sobre o Teatro Para Alguém
Após sete meses de estudos e entrevistas do jornalista Leonardo Foletto, foi lançado o livro “Efêmero Revisitado – Conversas sobre Teatro e Cultura Digital”, fruto de uma pesquisa contemplada com a Bolsa Funarte de Reflexão Crítica em Mídias Digitais de 2010. A motivação da pesquisa foi pesquisar o teatro na internet a partir do estudo de caso do Teatro Para Alguém, por sermos a primeira companhia de teatro a produzir peças exclusivamente para a web.
O livro foi lançado durante o FestivalCulturaDigital.br, que também contou com a participação de nosso grupo, e pode ser baixado aqui: Livro Efêmero Revisitado, de Leonardo Foletto.
Aproveitem!
Teatro em Conexão – Debate com artistas e pensadores do digital
Os debates realizados na Oficina Cultural Oswald de Andrade aprofundam a discussão já iniciada internamente (veja nosso debate sobre Cultura Digital), expandindo-a cada vez mais para a participação de todos os públicos e outros pensadores das artes e do teatro.
Partimos da premissa de que diversas áreas artísticas já passaram por uma transformação profunda trazida pelo surgimento do digital. Trouxemos então diversos artistas e pensadores para debaterem sobre suas experiências na rede como uma inspiração para o Teatro, arte que apenas se inicia na aventura digital.
Foram convidados o músico Skowa, a artista multimídia Rachel Rosalen, o pensador Cláudio Prado e o curador de teatro Fábio Ferreira.
Teatro em Conexão – Debate com Artistas e Pensadores de Teatro – Parte 2 de 2 (final)
Nesta parte final os debatedores mostraram claramente suas diferenças e polemizaram bastante, criando momentos de reflexão bastante importantes.
Quem tomou a frente para afirmar que o Teatro Digital não é teatro foi Marcelo Lazzaratto, que afirmou ser um uso “adjetivo” do termo. Porque são formas artísticas que trazem uma teatralidade, ou seja, toma elementos do Teatro para si, mas não é teatro. Para ele, o Teatro, propriamente dito, como substantivo, tem que ser presencial. Para ele, interessa o campo do Ator. Ele acredita que este ator pode aproveitar as tecnologias como instrumento de virtualização, mas tudo tem que partir deste. Para ele, Teatro e Digital não são da mesma natureza. São contraditórios, existindo uma dicotomia entre o digital como uma ferramenta do Teatro ou como a coisa em si, como se não houvesse a possibilidade de evolução que permita a quebra destas fronteiras. Como se houvesse um abismo intransponível entre as palavras “Teatro” e “Digital”, e que nunca pudessem um dia se tornar “Teatro Digital”.
José Fernando de Azevedo aproveitou o gancho e foi além: criticou a necessidade de chamar o que é feito pelo Teatro Para Alguém de “Teatro”, reforçando sem perceber um texto dos nossos textos fundadores, de 2008, que já dizia “não importa o nome, o importante para o artista é fazer”. Ele também minimiza o problema enfrentado por companhias de arte híbrida, como o TPA: a dificuldade em se adequar à nomenclatura e às categorias dos editais para obter financiamento de suas atividades. José Fernando criticou: “Me sinto então numa fraude”, na confortável situação de quem já recebe financiamento público. E, finalmente, ele marca sua posição: afirma que o Teatro é a arte da co-presença, ou seja pressupõe que duas coisas acontecem ao mesmo tempo e de forma presencial. Ver e Fazer acontecem ao mesmo tempo e são co-presentes.
Antônio Araújo, no entanto, lembra José Fernando que a cena artística contemporânea está justamente colocando em xeque este regime da presença, que sim, ainda é uma das questões fundamentais e quase que fundadoras do Teatro. Cita uma peça de teatro estrangeira em que a atriz, movido a um cansaço da apresentação, abandona o palco e vai embora para sua casa, não retornando mais e deixando o público só pelos 40 minutos restantes. Assim ela critica a necessidade da co-presença como indutora do espetáculo.
Mantendo-se firme em sua proposição inicial, José Fernando retrucou que a peça questionava o regime da co-presença, mas que isto é válido pois a “pergunta” foi feita a partir do jogo e das regras pré-estabelecidas do “Teatro”, ou seja, da co-presença.
Co-presença esta que nunca foi estabelecida no espetáculo Os Cegos, do diretor canadense Denis Marleau (destaque do Festival de São José do Rio Preto 2010), outro espetáculo citado por Antônio Araújo em que os espectadores não percebiam que assistiam a um espetáculo sem atores, e sim apenas com projeções em bonecos em um palco vazio.
José Fernando reafirma que o que é feito pelo Teatro Para Alguém “independe do regime, independe da co-presença para que se efetive”. Para ele, “é um caminho que pode até se apropriar de elementos da representação, pode até se aproveitar de elementos do Teatro, mas que é outra coisa que não o Teatro”, fazendo coro ao primeiro discurso de Marcelo Lazzaratto. Se contradiz ao criticar o espetáculo que fez dentro do TPA dizendo que o palco onde foi feito o “Cardápio de Soluções Indigestas” era Teatro, pois havia co-presença, mas o espetáculo que era transmitido para os internautas não. Neste momento, ele deixou de refletir se não era tudo uma única coisa, um único espetáculo, com avatares e ramificações inéditos, respostas artísticas ao mundo multifacetado de hoje, feito por Facebooks, Orkuts, Twitters etc., que sim, hibridiza tudo e coloca em questionamento todas as instituições tradicionais.
Antônio Araújo coloca um outro ponto que lhe instiga: o fenômeno dos espetáculos transmitidos ao vivo para dentro das salas de cinema, como óperas do Metropolitan, algo que na prática é a mesma coisa feita pelo Teatro Para Alguém, gratuitamente. Retrucado com o argumento da democratização, Antônio Araújo vai além: Lembra uma discussão que o Teatro da Vertigem está tendo atualmente, em que questiona o por que de fazer “Teatro de Rua”, pois acha o viés da popularização e da democratização insuficiente para justificar uma prática artística. Uma colocação importantíssima, pois fazer teatro na rua, em si já traz um posicionamento, um questionamento do ato teatral que deveria ser, além de tudo, estético e de linguagem, e não só político: “A experiência do Teatro de Rua deveria discutir, questionar o próprio fato de estar na rua, de intervir na rua, qual que é esta linguagem da rua, e não ‘ah, estou aqui na rua colocando teatro para quem nunca viu teatro’; isto me parece pouco”.
José Fernando finaliza criticando o nome do grupo: diz que o Teatro é com alguém, e não uma questão deslocada que questiona este alguém. Renata Jesion retruca que muitas vezes mesmo trabalhando o Teatro presencial num palco, muitas vezes você se sente fazendo para ninguém, pois é assim que o artista se sente num palco quase vazio. Lembra que o nome do site do TPA levaria inicialmente o nome Teatro Para Ninguém, mas que é muito melhor fazer para Alguém que não se sabe quem é.
Percebemos então o quanto existe um preconceito sobre o que o TPA faz. Uma parcela da classe teatral não percebe que existe uma pesquisa por detrás das atividades do grupo, que cada um dos mais de 40 espetáculos postados no site do TPA foi um passo para uma grande evolução. Somos muito pouco acadêmicos e teóricos, e nunca pensamos com a clareza acadêmica dos debatedores. Mas está tudo aí para quem quiser conferir: a primeira motivação do grupo foi sim a necessidade da democratização. Mas diante da câmera imediatamente surgiram questionamentos estéticos e de linguagem. Já no segundo espetáculo do TPA de dezembro de 2008, “Deve ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio“, experimentamos o estranhamento que o uso da lente grande angular da câmera traz ao olhar, delimitando o enquadramento, alterando a perspectiva e determinando um jogo de poder ao deixar enorme a imagem do ator que está próximo da lente enquanto os outros personagens ficam pequenos pois estão longe da mesma. Os atores tiveram que entender o que é atuar para uma câmera, sem perder a teatralidade e, sobretudo, contribuindo como um todo para contar a história sobe uma disputa de poder e dinheiro. Assumimos que a câmera era mais um ator, invisível, que precisava ser ensaiado tanto quanto os outros que estavam em cena. Exploramos todos estes elementos, juntamente com as possibilidades do plano-seqüência em todos os espetáculos seguintes. A partir de abril de 2009, com “Por Conta da Casa“, radicalizamos as possibilidades do audiovisual, explorando recursos de pós produção (colorização) e com presença de um diretor de televisão (Zeca Bittencourt). Com “Socorro, Que é Muito Respeitadora”, exploramos diferentes formas de iluminação que não as comumente utilizadas pelo Teatro, e um esquadramento/movimento de câmera mais televisivo, sob a supervisão do diretor de TV Danilo Marques e do diretor de fotografia Maurício Tibiriçá, parceria que se estendeu à Segunda Temporada de Corpo Estranho. Nesta e em “Esquecendo Wimbledon” começamos a pesquisar o uso de cortes, mesmo que ainda não ao vivo. O plano-seqüência já estava em questionamento interno! No especial “Dramadiário-RJ” experimentamos a relativização dos espaços, pois diante da câmera qualquer lugar pode se tornar um palco – surgia a primeira semente para “Vozes Urbanas”. No ano seguinte, experimentamos um novo formato ditado pela Internet Móvel: Peças de Um minuto e Meio, uma evolução diante das peças de até dez minutos ditado pelo Youtube, nosso paradigma da época. A partir de dezembro de 2010, com “Seis da Tarde” resolvemos usar uma nova câmera e brincar com o foco seletivo, recurso muito utilizado no cinema. Esta estética, aliado ao ilusionismo que a câmera permite e dentro de nosso primeiro processo colaborativo culminou em “Nunca Feche o Cruzamento“. Tudo isso em apenas dois anos, com encontros apertados dentro da agenda de cada componente, pois somos uma companhia sem financiamento nenhum e todos precisam trabalhar em projetos paralelos. E tudo feito no maior espírito de abertura da Internet, ou seja, todos ganham contribuindo com suas habilidades, formando equipes de trabalho voluntários que criam espetáculos. Estes são verdadeiros laboratórios de experimentação e vitrine de talentos ao mesmo tempo que gera um conteúdo para o público que vê apenas a ponta final: as mais de 40 produções no site mais as duas temporadas de Corpo Estranho. Pode-se enfim, criticar as escolhas estéticas e de pesquisa do grupo, mas nunca negar que existe tal pesquisa.
Talvez a mais serena contribuição tenha sido a de Elias Andreato. Ironicamente, justamente as pessoas de uma geração mais distante da Internet (como ele e Cláudio Prado) tem olhos para ver com generosidade as suas possibilidades. Segundo ele, a Internet “é fascinante, e possibilita um entendimento do Teatro muito bacana porque eu passei muito tempo fechado na caixa preta, às vezes sem grupo, solitário, ou mesmo reunindo amigos mas não sendo um grupo. Essa possibilidade de estar ou alcançar outras pessoas é muito bacana. Porque eu me tornei um ser muito solitário no teatro por causa de minhas escolhas. E isso (a Internet) me coloca no mundo fazendo parte dele. Me sinto confortável e com prazer. Me sinto criativo. Eu utilizo isso da maneira que acho melhor pra mim. Acho que falta nessa linguagem, às vezes, com toda essa modernidade, um conteúdo que eu -modésta à parte- adquiri no teatro, na poesia e com a Arte. Acho isso (a Internet) muito bacana. Fico fascinado. Não fascinado porque tenho mais idade mas eu utilizo isto, tento buscar o conhecimento que isto pode me dar”.
Enfim, segue a essência editada do material, com os melhores momentos. A discussão foi tão boa que a memória da câmera (malditos equipamentos, haha!) acabou e perdemos a parte final da discussão, mas aproveitem aqui e vejam por si só.
Muito obrigado a todos pela bela discussão!
Veja aqui a primeira parte deste debate.
Teatro em Conexão – Debate com Artistas e Pensadores de Teatro – Parte 1 de 2
O Teatro Para Alguém (TPA) posta aqui a discussão pública que tivemos dentro da Oficina Cultural Oswald de Andrade, sobre o que é (ou não é) o Teatro feito pela internet e suas possibilidades.
Para nós os debates foram muito intensos e produtivos. O primeiro dia (15/02/2011) já teve um debate interessante entre o público e os atores de Édipo, de Elias Andreato.
No dia 18/02/2011 convidamos artistas e pensadores de Teatro: Antônio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem, José Fernando de Azevedo, diretor do Teatro de Narradores, de Marcelo Lazaratto, diretor da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico e o ator e diretor Elias Andreato. Dois deles, Elias e José Fernando, tiveram passagem pelo TPA, o primeiro com a peça “Doido” e o segundo, com “Cardápio de Soluções Indigestas“.
Partimos do ponto inicial de pesquisa de cada companhia. Mesmo com sedes fisicamente muito próximas (elas ficam numa mesma rua do Bixiga a menos de 20m de distância), suas pesquisas são muito diferentes. E a partir da experiência de cada um procuramos pontos em comum que poderiam contribuir à pesquisa do TPA.
Dessa forma, Marcelo Lazaratto começou marcando a importância do Ator em seu trabalho: o sistema de improvisação que ele desenvolveu denominado “Campo de Visão“, a pesquisa do “Ator Como Território” e como a questão da presença é importante para ele. Para ele, é mais importante a busca da virtualização dentro do corpo do ator a exploração de suas imanências/latências/intensidades, e não buscando ferramentas externas a ele. Dessa forma, termina sua introdução comentando que o Teatro, pensado como substantivo, é presencial. Que é possível fazer um Teatro que é adjetivo (criando algo novo e usando os elementos e procedimentos do Teatro como uma força adjetiva). “Pode ser Teatro sim, mas não com a força de um substantivo, mas com a característica de um adjetivo”.
Antônio Araújo comentou o trabalho do Teatro da Vertigem, notório pelo trabalho fora da caixa preta, ocupando espaços não convencionais. Pontuou que este trabalho necessariamente conversa com o seu entorno e que a presença do grupo de teatro em um lugar necessariamente gera uma problematização deste espaço. Para ele, a magia do espaço está na possibilidade do encontro: O espaço se materializa, se potencializa e se efetiva na possibilidade do encontro entre os moradores de um bairro, os atores e o público (ou “participantes”) que vivenciam uma experiência artística. Nesse sentido ele apontou que a Internet também possibilita um tipo de encontro, permitindo uma experiência de encontro que pode ser muito rica entre pessoas de localizades e repertórios absolutamente distintos. Por fim, ele coloca que a cena teatral contemporânea, com o advento do digital, está pondo em questionamento justamente o fato deste encontro necessariamente necessite de uma presença física, uma das questões mais fortes, quase definidoras do Teatro.
Para José Fernando de Azevedo, o Cinema sempre foi um elemento muito forte de pesquisa em seu grupo. No entanto, sempre foi também um elemento de problematização e interrogação sobre o funcionamento da própria cena em que está inserida. Apresentou uma linha temporal de desenvolvimento de seu trabalho, mostrando como o audiovisual foi surgindo dentro desta evolução, culminando também na questão do digital. E pergunta: “em que medida a presença da imagem não produz uma espetacularização da cena, produzindo o esvaziamento daquilo que é a cena enquanto presença?”, problematizando a necessidade de seu uso.
Elias Andreato traz uma bem humorada e pessoal visão da Internet: “Ela é muito promíscula, mas como eu vivi intensamente os anos 80, eu me garanto”. Que ao vivo sempre é muito mais interessante, comparando entre “transar e se masturbar”. Opina que a Internet, quando entra no Teatro o faz de uma forma muito grandiosa. É, para ele, um meio muito interessante para quem tem uma formação teatral, pois complementa a formação do ator a possibilidade de interagir e ter intimidade com a câmera.
Fotos:
Veja aqui a parte final deste debate.
Onde estão os novos dramaturgos brasileiros?
A dramaturgia tem sido uma área essencial dentro do Teatro Para Alguém, afinal muitos dos espetáculos do grupo surgiram pela paixão pelos textos que lemos. No entanto, existem muito poucas oportunidades para quem quer escrever textos teatrais no Brasil. Uma iniciativa muito importante é o Núcleo de Dramaturgia do SESI-British Council, nossos parceiros dentro do projeto “os 12 Dramaturgos”, que já tiveram as edições 2009 e 2010. O núcleo está com inscrições abertas para a nova turma até 29/04/2011. Não perca, e boa sorte!
SESI-SP E BRITISH COUNCIL RECEBEM INSCRIÇÕES DE NOVOS AUTORES TEATRAIS
Desde 1º de dezembro, o Núcleo de Dramaturgia, criado pelas duas instituições, recebe para analise trechos de textos para identificar novos talentos na área. Os interessados podem se inscrever para participar do processo seletivo até 29 de abril de 2011.
Até 29 de abril, o Núcleo de Dramaturgia para Novos Autores, iniciativa do SESI-SP em parceria com o British Council, recebe textos dramatúrgicos que serão avaliados para a identificação de novos dramaturgos com potencial a ser desenvolvido.
Os novos autores selecionados passarão por um processo de desenvolvimento e aprimoramento de sua dramaturgia entre agosto de 2011 e junho de 2012, um programa que promove troca de experiências e de técnicas entre profissionais e instituições britânicas voltadas a novos dramaturgos.
Os interessados devem ter mais de 16 anos e não podem ter tido texto publicado ou encenado profissionalmente. Estes deverão preencher a ficha de inscrição, que pode ser obtida no site do SESI-SP (www.sesisp.org.br/dramaturgia), e anexar texto na integra com no mínimo 15 e no máximo 20 laudas (de 21 mil a 28 mil caracteres). Serão aceitos apenas textos escritos individualmente e as modalidades infantil e musical também serão contempladas.
A avaliação dos textos encaminhados ao Núcleo será feita por uma equipe de profissionais preparados pela coordenadoria literária do projeto (com base em metodologia exclusiva desenvolvida pela professora Munira Mutran, livre docente da área de literatura da Universidade de São Paulo – USP). E, numa segunda etapa, os autores selecionados passarão por uma entrevista com a coordenação geral e coordenação literária do Núcleo de Dramaturgia.
Resumo do projeto
Em 2006, o SESI-SP e o British Council firmaram um convênio para a criação de um núcleo voltado à descoberta e desenvolvimento de novos autores teatrais: o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, que iniciou suas atividades em outubro de 2007. A proposta prevê uma atuação conjunta de ambas as instituições, incluindo a participação de centros de dramaturgia britânicos que estabelecerão um intercâmbio de suas experiências e metodologias com o projeto brasileiro. Entre os parceiros britânicos estão: Playwrights Studio (Edimburgo, Escócia), West Yorkshire Playhouse (Leeds, Inglaterra), Royal Court Theatre (Londres, Inglaterra), Birmingham Repertory Theatre (Birmingham, Inglaterra) e Paines Plough Theatre Company (Londres, Inglaterra).
SERVIÇO:
Núcleo de Dramaturgia
Envio de textos para:
Serviço Social da Indústria
Divisão de Desenvolvimento Sociocultural
Av. Paulista, 1313 – Andar Intermediário
CEP: 01311-923 – São Paulo – SP
Informações: www.sesisp.org.br/dramaturgia
Dúvidas e esclarecimentos: ccfproducao@sesisp.org.br
Escrever na frente do envelope: Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council
As Cores do Palco – de Alessandra Fratus
Nossa fotógrafa Alessandra Fratus inaugura no SESI Ipiranga uma exposição individual, chamada “As Cores do Palco”.
A mostra é composta por 13 fotos digitais coloridas de espetáculos musicais e teatrais realizados em São Paulo de 2007 a 2009. A exposição, que ficará em cartaz de 1º a 15 de março, estará aberta à visitação pública gratuita de segunda a sexta-feira, no SESI Ipiranga.
O foco das fotografias selecionadas é a reação sensorial do espectador diante da experiência do palco, muito além de uma proposta documental, o objetivo do projeto é criar um documento-arte. De acordo com a fotógrafa Alessandra Fratus, a experiência do espetáculo para o espectador vai além da visão e audição. “Para o observador, os momentos vividos da plateia passam, de realidade externa a (re)composição interna: uma cadeia de ação-reação-ação, da arte do palco pelo olhar atento do espectador”. “O espetáculo pronto que pertence ao artista, passa a ser, com interferência do observador, um momento de criação conjunta”, conclui.
Alessandra Fratus é fotógrafa, nascida em Goiânia, desenvolve trabalhos fotográficos em São Paulo com foco em fotografia digital de espetáculos e retratos. É fotógrafa da OSESP, do projeto ‘Teatro para Alguém’, e desenvolve projetos autorais ligados à captação do momento ‘ao vivo’.
SERVIÇO:
Exposição Fotográfica – As Cores do Palco
Local: SESI Ipiranga – Rua Bom Pastor, 654 – Ipiranga
Datas e horários: de 1º a 15 de março – de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto feriados.
Informações: (11) 2065-0184
Entrada: franca
Veja mais:
http://www.alessandrafratus.com/
http://www.flickr.com/photos/afratus
http://pt-br.facebook.com/people/Alessandra-Fratus/100000486571299
Teatro em Conexão – ensaios abertos e debates
O Teatro Para Alguém inicia o ano na Oficina Cultural Oswald de Andrade!
Mostraremos nosso novo trabalho (Vozes Urbanas), propondo uma série de discussões e abrindo ao público nosso processo de criação.
Dessa forma, o público em geral poderá contribuir com idéias e críticas sobre a nova encenação, e dessa vez optar por participar e assistir pelo computador ou presencialmente, cara-a-cara com o grupo.
Os debates têm por objetivo aprofundar a discussão já iniciada internamente (veja nosso debate sobre Cultura Digital), e abri-la cada vez mais para a participação de todos os públicos. Dessa forma iniciamos com um exemplo do que temos feito ao longo destes 2 anos, transmitindo ao vivo um ensaio aberto de Édipo, dirigido por Elias Andreato. O público poderá ver em ação uma grande encenação e e conversar com os seus membros e com o TPA, presencialmente ou via internet.
No dia seguinte, 16/02/2011 diversos artistas que trabalham com Arte e tecnologia trarão suas experiências e comentarão sobre as mudanças geradas pelo surgimento do digital, das redes e da Internet em cada um de seus ramos artísticos. Estão confirmados o músico Skowa, a artista multimídia Rachel Rosalen, o visionário e pensador de Cultura Digital Cláudio Prado e o curador do festival artCena Fábio Ferreira.
A seguir faremos um ensaio aberto de nosso próximo espetáculo, Vozes Urbanas, com presença do autor Sérgio Roveri, vencedor do Prêmio Shell 2006 e de Lourenço Mutarelli, além de toda a equipe do TPA.
Por fim, traremos a discussão especificamente para o Teatro, com a presença de Antônio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem, José Fernando de Azevedo, diretor do Teatro de Narradores e de Marcelo Lazaratto, diretor da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico. Exploraremos temas como Internet Colaborativa e Teatro Colaborativo, a comparação entre experiências em espaços não-convencionais e o não-espaço (Internet), entre outros.
Inscrições abertas para a participação presencial: (11) 3222-2662 e contato@teatroparaalguem.com.br.
Até lá!
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Serviço
15/02/2011 – 18h-22h30
Ensaio aberto de Édipo, de Elias Andreato.
Com os atores Eucir de Souza, Tânia Bondezan, Romis Ferreira, Fabio Herford, Nilton Bicudo e Clóvys Torres
16/02/2011 – 19h30-21h30
Debate com artistas e pensadores do digital.
Com: Claudio Prado, Fábio Ferreira, Rachel Rosalen e Skowa.
17/02/2011 – 18h-22h30
Ensaio aberto de Vozes Urbanas, de Sérgio Roveri
Com: Lourenço Mutarelli, Lucas Pretti, Renata Jesion e Zemanuel Piñero. Direção de Fotografia: Nelson Kao. Direção Audiovisual: VJ Scan. Direção (Por Conta da Casa): Zeca Bittencourt. Bate-papo com toda a equipe após o ensaio.
18/02/2011 – 19h30-21h30
Debate com artistas e pensadores de teatro.
Com: Antônio Araújo (Teatro da Vertigem), José Fernando de Azevedo (Teatro de Narradores) e Marcelo Lazaratto (Cia. Elevador de Teatro Panorâmico).
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro
São Paulo – SP
(11) 3221-5558 / 3222-2662
oswalddeandrade@oficinasculturais.org.br
Transmissão ao vivo com chat de toda a programação:
Teatro Para Alguém, um dos ‘retalhos’ da cultura digital brasileira
O Teatro Para Alguém está entre as 25 experiências selecionadas pelo 2º Fórum da Cultura Digital Brasileira para fazer parte do projeto Retalhos (http://culturadigital.br/retalhos/), lançado hoje (21/1/2011).
Segundo o site do projeto, “durante os três dias de Fórum, 25 entrevistas com realizadores de projetos de cultura digital foram gravadas como forma de registrar ações desenvolvidas em diversas partes do Brasil e do mundo, servindo ainda como ponto de partida para um mapeamento maior”.
Outros quatro projetos estão sob a tag “arte”. Conheça: http://flimultimidia.com.br/retalhos/tag/arte/
Manifesto Binário
A cia de teatro catalã La Fura dels Baus escreveu em 2008 um documento falando pela primeira vez em “teatro digital”, intitulado de Manifesto Binário. No site deles há versões em castelhano e inglês.
Na época, traduzi o texto, mas esqueci em algum canto do computador. Hoje topei com ele e resolvi postar aqui.
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Manifesto Binário
La Fura dels Baus, 2008
http://www.lafura.com/entrada/eng/manifest.htm
tradução livre: Lucas Pretti, dezembro 2009
Teatro digital é a soma entre atores e bits 0 e 1, movendo-se na rede.
Atores no teatro digital podem interagir a partir de tempos e lugares diversos… As ações de dois atores em dois tempos e lugares diversos correspondem na rede a infinitos tempos e espaços virtuais.
No século 21, a concepção genética do teatro (da geração ao nascimento da cena) será substituída por uma organização de atividades interativas e interculturais.
Teatro digital se refere a uma linguagem binária conectando o orgânico com o inorgânico, o material com o virtual, o ator de carne e osso com o avatar, a audiência presente com os usuários da internet, o palco físico com o ciberespaço.
O teatro digital da La Fura dels Baus permite interações em palcos dentro e fora da rede, inventando novas interfaces hipermidiáticas. O hipertexto e seus protocolos criam um novo tipo de narrativa, mais próxima dos pensamentos ou sonhos, gerando um teatro interior em que sonhos se tornam realidade (virtual). A internet é a realização de um pensamento coletivo, orgânico e caótico, que foi desenvolvido sem hierarquia definida. O teatro digital se multiplica em milhares de representações, em que os espectadores podem colocar imagens de suas próprias subjetividades, por meio de mundos virtuais compartilhados.
Será que o teatro digital vai perpetuar a Pintocracia? Será que a Vaginocracia eventualmente vencerá? Ou será que ambas se juntarão em perfeita harmonia 0-1?
No teatro digital, a abstração absoluta coexiste com o retorno ao corpo, que pode ter uma dimensão sadomasoquista – tanto quanto uma dimensão sensual, angelical ou orgiástica; ou talvez uma mistura de todas elas.
Por definição, o ato teatral envolve um excesso, um excedente de performance. É o prazer de mostrar e ser mostrado. Uma sensação de identificação é estabelecida entre o ator e a plateia. Como essa identificação funciona no teatro digital? Como uma mão se encaixa numa luva? Como uma extensão de um ser? Pela integração na rede?
A tecnologia digital torna possível o antigo sonho de transcender o corpo humano. Assim, o ciberespaço pode ser habitado por corpos com um novo invólucro de representação, entre a subjetividade e a materialidade.
Temos que deixar nossa própria pele para chegar a uma referência comum de percepção. Os papéis do ator, do autor e da plateia tendem a se misturar.
A cultura digital não significa mais uma tecnologia de reprodução, mas a produção imediata. Enquanto no passado a fotografia dizia “era assim”, congelando um instante, a imagem digital diz no presente “é assim”, unindo o ato real, o teatro, o aqui e agora.
O teatro digital permite que a imagem se altere de uma configuração para outra, atual e virtual, deixando-a em diversos planos: um ícone da síntese que sempre será HUMANO.
Debate sobre Cultura Digital – Parte 3 (final)
Nesta parte final, comentamos a mudança em todas as áreas de produção cultural a partir da nova lógica digital.
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Acompanhe o 1º ciclo de debates públicos e abertos do Teatro Para Alguém, transmitido no dia 21/10/2010:
Cultura Digital
Parte 1
(25 min.)
Destacamos os conceitos básicos do que é Cultura Digital: o fato de ser digital (criado a a partir de números binários, bits), de estar em rede, a reprodutibilidade e a cultura do remix
http://www.teatroparaalguem.com.br/2010/11/debate-sobre-cultura-digital1/
Parte 1 1/2
(6 min.)
Depoimento de Claudio Prado, do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, onde são abordados temas fundamentais sobre a arte digital: o caráter revolucionário da rede rompendo barreiras e instituições, propiciando um ambiente efervescente muito mais rico do que existia em décadas passadas
http://www.teatroparaalguem.com.br/2010/11/debate-sobre-cultura-digital-parte-1-e-12/
Parte 2
(30 min.)
Comentários e inquietações a partir das reflexões de Claudio Prado
http://www.teatroparaalguem.com.br/2010/11/debate-sobre-cultura-digital-parte-2/
Parte 3
(23 min.)
Comentamos a mudança em todas as áreas da produção cultural a partir da nova lógica digital.
http://www.teatroparaalguem.com.br/2010/12/debate-sobre-cultura-digital-parte-3-final/










